Lua Cheia — O Eixo Carneiro–Balança
Quando a Lua Cheia se ergue no céu,
Carneiro acende a chama do começo,
e Balança procura, no silêncio,
a ponte entre dois mundos.
Eu sou.
Eu desejo.
Eu avanço.
Mas diante de mim existe o outro,
com os seus sonhos,
com a sua verdade,
com o seu próprio caminho.
Carneiro ensina a coragem
de não abandonar quem somos.
Balança ensina a delicadeza
de não esquecer quem caminha connosco.
E nesta Lua plena,
o coração pergunta:
Onde termina o meu caminho
e começa o teu?
Onde existe confronto,
que nasça compreensão.
Onde existe distância,
que surja uma ponte.
Onde existe indecisão,
que a verdade encontre voz.
A Lua ilumina aquilo
que já não pode permanecer escondido.
Relações são reveladas.
Desejos tornam-se claros.
Escolhas pedem coragem.
Porque amar não é desaparecer no outro,
nem caminhar sozinho contra o mundo.
É encontrar o equilíbrio
entre ser inteiro
e saber partilhar.
Nesta noite de Lua Cheia,
que Carneiro nos dê coragem
para dizer aquilo que sentimos,
e que Balança nos dê sabedoria
para ouvir aquilo que o outro sente.
Que o fogo não destrua a ponte.
Que a ponte não apague o fogo.
E que cada encontro,
cada relação,
cada escolha,
nos aproxime finalmente
daquilo que somos
quando deixamos de fugir
de nós próprios.
🌕 A Lua Cheia ilumina o encontro.
Carneiro afirma.
Balança harmoniza.
E o coração escolhe o caminho entre os dois.
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